quarta-feira, 29 de maio de 2013

Orthogonys chloricterus

Orthogonys chloricterus finalizado




Fundo quase pronto.
Faltam mais luzes e sombras nas folhas, mas vou iniciar a Catirumbava e depois acerto as folhas de acordo com o bicho.
Background mais "frio" para destacar o primeiro plano.











continuando as folhas do cipó e o galho...








Trabalhando as folhas com diversas aguadas...

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 Iniciando uma aquarela da Catirumbava ( Orthogonys chloricterus) Após um esboço detalhado fiz a aguada do céu e da floresta ao fundo, para indicar seu ambiente. É importante deixar essas aguadas secarem sozinhas.

Augastes scutatus

Beija-flor-de-gravata-verde (Augastes scutauts) Uma jóia das montanhas mineiras Pelos cumes das altas serras da região do Espinhaço, em Ouro Preto e região, na serra do Cipó e do Grão Mongol e na importante região do Caraça, esvoaça um pequeno beija-flor que pode passar facilmente despercebido aos olhos menos atentos. De pequeno talhe, cerca de 8 cm e com um movimento constante, o Augastes scutatus é uma das duas espécies de beija-flores deste gênero, sendo, exclusivo de Minas Gerais. Seu primo, Augastes lumachella é baiano. Isso significa que em nenhum outro lugar do mundo se pode ver esse belo trochilinae que é a família que abarca os nossos beija-flores. Especializado em achar alimento nas pequenas flores que teimam em colorir os campos rupestres, ele às vezes passa como um raio de cor entre a neblina que geralmente cobre essas solidões nas manhãs de inverno. Como todos os seus parentes ele se alimenta de néctar e de pequenos insetos que são a sua fonte de proteína. Já tive a oportunidade de observá-lo várias vezes adejando por entre as rochas cheias de liquens e musgos que compõem esse cenário dos picos das nossas famosas montanhas e é indescritível e impossível de retratar com minhas aquarelas todos os tons de cor que ele pode apresentar com uma simples mudança de um raio de sol. Isso, aliás, é muito comum aos beija-flores, pois suas cores são criadas pela refração da luz em suas penas. Prismas alados!!! O mais incrível para mim é imaginar como uma avezinha tão pequena consegue resistir a um meio tão rude, de calor causticante durante o dia e um frio de rachar à noite! Adaptação perfeita!

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Dacnis cayana

Bico de agulha: Uma delicada aquarela em nossos jardins Quando ainda era criança, residia em São João Nepomuceno, na mesma casa onde minha mãe, Dona Regina ainda mora. Lá, temos um grande quintal que na época era por mim freqüentado diariamente; seja para cuidar da horta ou para ver os passarinhos que aos montes se aproveitavam das árvores que por lá existiam. Entre essas árvores, uma pequena que até hoje não sei seu nome correto, mas por nós era conhecida por “Cerejinha” ficava apinhada de pequenos frutos carnosos de um vermelho escuro e que eram avidamente procurados por sanhaços, sabiás, saíras e outras espécies, inclusive os morcegos frugívoros que à noite trocavam o turno com as aves. Recordo-me que aí, sob essa arvoreta, me deparei pela primeira vez com um bando de Saís-bico-de-agulha (Dacnis cayana). Quase desmaiei de emoção quando cerca de 20 indivíduos, entre as fêmeas e jovens verdes e os machos azuis chegaram atrás dessa frutinha. A beleza das cores e a delicadeza de seu talhe me encantaram ao primeiro olhar a desde aquela época não me canso de observá-las. Habitantes de todo nosso país, as Dacnis se alimentam de frutos, insetos e néctar sendo por isso visitantes constantes até de bebedouros de beija-flores. Apreciam as bordas de matas, clareiras e nossos jardins e quintais, onde podemos encontrar seus pequenos ninhos em forma de cesto onde criam geralmente dois filhotes. Em minhas caminhadas por nossas matas, sempre as vejo acompanhando os bandos mistos de diversas espécies de pássaros que seguem juntos pela floresta à cata de comida e assim se protegendo dos inimigos, pois muitos pares de olhos estão sempre atentos e dão o alarme ao menor sinal de perigo. Já pude as ver também cobertas de um pólen vermelho. O que as suja assim é a procura por néctar na florada de um cipó. Os machos como disse são verdes quando jovens e pintam-se aos poucos de azul até adquirirem a cor dos machos adultos e já os vi, depois, mudando para o verde novamente fora da época de reprodução e voltando ao azul quando se aproxima a quadra dos amores.

sábado, 25 de maio de 2013

Chauna torquata

O Tachã finalizado!!!!! Iniciando a marcação das penas... Andamento do volume da plumagem. Tons diversos para criar luz e sombra. Trabalhando a base, após finalizar patas, olho e bico.. Iniciando a ilustraçao do Tachã. Base de branco e trabalhando as patas...